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Mapeamento da ANA e da CONAB identifica 1,3 milhão de hectares de arroz irrigado no Brasil

Mapeamento da ANA e da CONAB identifica 1,3 milhão de hectares de arroz irrigado no Brasil
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O arroz irrigado concentra 77% da área e 90% da produção de arroz no Brasil – as áreas de sequeiro seguem em retração e representam 23% da área e 10% da produção. Ainda que apresente redução na área total nos últimos anos, observa-se um constante aumento de produtividade do segmento, graças às melhorias no pacote tecnológico do produtor, que inclui uma maior eficiência no uso da água. A cultura também é responsável por 25% da área irrigada no País.

Tal análise está no Mapeamento do Arroz Irrigado no Brasilproduzido pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e pela Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB). O levantamento será lançado nesta sexta-feira, 21 de agosto, às 10h, durante webinar com representantes dos dois órgãos.

O manejo da cultura por inundação requer mais água por unidade de área do que em outros sistemas. Além disso – com melhorias no manejo do solo, da água e dos insumos – a irrigação proporciona ao arroz mais que o triplo da produtividade observada em áreas de sequeiro. Na média dos últimos cinco anos (2014-2018), o arroz de sequeiro rendeu 2.134 kg/ha, enquanto o irrigado teve um rendimento de 7.403 kg/ha – 3,5 vezes mais.

Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Tocantins respondem por 1,2 milhão dentre 1,3 milhão do total de hectares de arroz identificados no Brasil. O RS mantém a liderança absoluta com 72,9% da área ocupada pelo arroz irrigado (946 mil hectares), seguido por Santa Catarina (11,5%) e Tocantins (8,4%). Paraná, Goiás e Mato Grosso do Sul aparecem na sequência respectivamente com 1,5%, 1,3% e 0,8%. Os demais 3,5% da área estimada estão distribuídos em outros 12 estados: Alagoas, Ceará, Maranhão, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Roraima, Sergipe e São Paulo.

A produção é identificada em 342 municípios – 75 deles apresentam área superior a 3 mil hectares e totalizam 1,1 milhão de hectares (85% do total). Dos 75 municípios, 49 estão no Rio Grande do Sul, 15 em Santa Catarina, seis em Tocantins e outros cinco em Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraná e Roraima (um município em cada). Os quatro principais irrigantes localizam-se no Rio Grande do Sul: Uruguaiana (80.000ha), Santa Vitória do Palmar (65.000ha), Itaqui (63.000 ha) e Alegrete (53.000ha). Lagoa da Confusão, em Tocantins, vem na sequência com 48.000ha.

“No Brasil, 40% do volume de água captado para irrigação é destinado ao arroz. Com 90% de sua produção total sob irrigação, a cultura é chave tanto para as discussões de segurança hídrica quanto de segurança alimentar, de desenvolvimento regional e de recursos hídricos. O mapeamento dessas lavouras é fundamental para tomadas de decisão nas políticas agrícolas, de desenvolvimento regional e de recursos hídricos”, afirma Marcelo Cruz, diretor da ANA.

O mapeamento do arroz irrigado nos estados de maior produção foi realizado por meio de interpretação visual de imagens de satélite, seguida de verificação de campo feita por técnicos da CONAB, com parceria de instituições públicas e privadas nas localidades.

“O Brasil é um dos maiores produtores mundiais de arroz, juntamente com a China, Índia, Indonésia, Bangladesh, Vietnã, Tailândia, Myanmar, Filipinas, Japão e Paquistão”, explica Guilherme Bastos, presidente da CONAB. “Como hoje se fala muito na importância da agricultura 4.0, esse mapeamento demonstra não só nossa capacidade de inovação e de entregar trabalhos cada vez mais contemporâneos e com melhor tecnologia disponível, mas a funcionalidade para esses produtores da cultura, uma vez que o mapeamento das lavouras poderá auxiliar na tomada de decisão das políticas agrícolas”.

Com base nas últimas cinco safras, o País produziu anualmente, entre 10,4 e 12,4 milhões de toneladas de arroz, segundo dados da CONAB, e participa com 76% da produção do Mercosul, seguido pela Argentina, Uruguai e Paraguai. O valor médio anual da produção no mesmo período foi de R$ 8,83 bilhões de reais, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O Mapeamento

A base técnica do Mapeamento do Arroz Irrigado no Brasil continuará sendo analisada na segunda edição do Atlas Irrigação, que apresentará em 2020 uma base técnica atualizada da irrigação brasileira. A publicação trará um panorama da irrigação no País e está em fase de elaboração e servirá de referência simultaneamente para a Política Nacional de Recursos Hídricos e para a Política Nacional de Irrigação. O Mapeamento do Arroz Irrigado no Brasil é a sétima e última publicação prévia ao lançamento do Atlas Irrigação 2020.

Clique aqui para acessar o Mapeamento do Arroz Irrigado no Brasil.

FONTE: Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA)

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