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Cup Of Excellence 2018 comprova que Bahia produz melhores cafés do mundo

Cup Of Excellence 2018 comprova que Bahia produz melhores cafés do mundo
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Os melhores cafés do mundo estão sendo colhidos na Bahia. Mais precisamente, nas terras altas da Chapada Diamantina, região central do Estado. No final de outubro, cafeicultores baianos classificaram 18 amostras entre as 37 premiadas no Cup Of Excellence 2018, o principal e mais tradicional concurso de café especial do mundo.

No total, dezessete grãos plantados no município de Piatã (BA) e um de Barra do Choça (BA) estão na lista dos melhores do mundo. O resultado foi divulgado dia 21, em Guaxupé (MG), região sul de Minas Gerais. Mas a Chapada de Minas Gerais e o Cerrado Mineiro também se destacaram.

A maior parte desses produtores mantêm fazendas com até quatro hectares. Ou seja, são pequenos sitiantes familiares. Dos 300 cafeicultores da Chapada Diamantina, 120 produzem cafés especiais. Esses grãos, com sabor e aroma diferenciados, chegam a valer três vezes mais que o chamado café commodity, o grão comum, de menor qualidade. Os cafés gourmet possuem acidez acentuada, similar à escala de vinhos, e remetem a sabores que lembram mel, chocolate, pêssego, bergamota, mirtilo, cana de açúcar, amora e frutas cítricas.

A partir de agora, quando começa a venda da safra 2017/2018, as fazendas da região passam a receber compradores de várias partes do mundo. São pessoas que querem conhecer de perto a história que está por trás desses grãos tão especiais, impulsionando o turismo rural.

O Cup of Excellence é promovido pela Associação Brasileira de Cafés Especiais em parceria com a Alliance for Coffee Excellence e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos. O júri é formado por 29 juízes de dez países, que avaliaram mil lotes.

Durante a avaliação a comissão julgadora concede pontos para os melhores grãos, numa escala de pontuação que vai de 0 a 100 pontos. Os cafés premiados possuem mais de 85 pontos. Muitos grãos de Piatã atingiram pontuação acima de 90.

Os juízes vêm dos Estados Unidos, Japão, China, Cingapura, Bulgária, Rússia, Inglaterra, Austrália, Índia e Alemanha e representam as principais empresas compradoras internacionais do produto.

Em 2017, japoneses e australianos arremataram um dos lotes vencedores do concurso por R$ 55 mil a saca de 60 quilos. Colhido em Minas Gerais, este foi o grão mais caro de todos os tempos, o equivalente a R$ 917,00 o quilo, ou US 40,00 a xícara.

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